Retiro JSF de Quaresma, Região Sul no Santuário do Cristo Rei

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Entre os dias 13 a 15 de Março de 2015, os Jovens sem Fronteiras da Região Sul redescobriram a “Alegria do Encontro com Cristo”. O retiro decorreu no Santuário do Cristo Rei em Almada, diocese de Setúbal.

Trazíamos malas e bagagens e uma vontade imensa de abrir o coração e descobrir o que Ele nos tinha para dizer e oferecer nestes dias. Muitos de nós não se conheciam e dentro da mala traziam até algum nervosismo, mas logo ali sentimos que tínhamos Cristo a unir-nos e que podíamos confiar. O início do retiro, com as apresentações de cada um, ajudaram a conhecer os outros participantes e a criar já um laço entre todos. Para orientar o retiro tivemos a graça de ter connosco o Diácono Andrew que pela sua maneira de estar, simples e alegre, deu testemunho vivo deste tema (“Alegria do Encontro com Cristo”). Sugeriu dividir o encontro em três momentos: “Encontrar e Conhecer Jesus”, “Testemunhar Jesus” e “Anunciar Jesus”. Como acontece numa relação de namorados, primeiro encontra-se a pessoa, depois conhece-se e depois ama-se. Criando um ambiente silencioso dentro de cada um de nós (um retiro exige sempre silencio interior, pois só aí, num ambiente de calma, se consegue ouvir Jesus), seguiu-se a oração da noite.

Na manhã seguinte decorreu a primeira reflexão: “Encontrar e Conhecer Jesus”, onde nos foram demonstrados alguns encontros de Jesus com as pessoas. Com base na bíblia vimos alguns exemplos, onde os discípulos eram a figura deste próprio encontro com Jesus. Perguntamo-nos então a nós próprios: “Como nos podemos encontrar com Jesus? Como foi o nosso primeiro encontro com Ele?” De seguida, cada um de nós teve uma reflexão livre e pessoal, sobre este encontro com Jesus, depois da qual participámos na Eucaristia, celebrada pelo Pe. Miguel Ribeiro.
Nessa tarde tivemos a segunda partilha, onde foi abordado o tema “Testemunhar Jesus”. Relembrámos então a necessidade e o dever que cada um de nós tem de testemunhar o Evangelho, pois como cristãos e JSF o testemunho é fundamental. Levar Jesus ao outro nem sempre é fácil e todos nós já experienciámos essa dificuldade. Muitas pessoas não sabem que precisam de Jesus, mas Deus ama-as e quer habitar nelas também. Somos, por definição “discípulos missionários” (e não discípulos e missionários). Como tal, é na missão que testemunhamos esta alegria de O conhecer, é servindo e dando que recebemos e O deixamos viver em nós. Viver anunciando Cristo só é possível quando O anunciamos com alegria. Só assim os que estão à nossa volta O vão querer conhecer e experimentar. Ouvimos exemplos pessoais de quem já esteve fora em missão com o projeto ponte. Após esta reflexão foi-nos dado um momento de reflexão, dois a dois, onde partilhámos com o par o nosso encontro com Jesus, o nosso percurso enquanto cristãos, como, onde e quando vimos Jesus. Todos os participantes consideraram este um dos momentos mais importantes deste retiro, pois nesta partilha mais próxima, sentimos um à-vontade diferente do que se tivesse sido em grande grupo. Depois desta partilha pessoal, seguiram-se confissões. Juntamo-nos em grupo novamente para acabar o dia com adoração ao santíssimo na capela, com a oração do terço em comunhão com os nossos irmãos de todo mundo, como nos foi pedido pelo nosso querido Papa Francisco.
À noite, depois do jantar, visionámos o filme “O filho de Deus” cujo objectivo era perceber este encontro dos discípulos e o povo com Jesus, a dificuldade de reconhece-Lo e segui-Lo.

No Domingo, após a oração da manhã tivemos a última reflexão, “Anunciar Jesus”, onde ficámos a perceber como fazê-lo. Nesta reflexão alguns participantes manifestaram uma grande dificuldade no sentido do anúncio, pois na vida do quotidiano na catequese, na rua, no trabalho, vivemos e temos a experiência de que não há abertura no coração das pessoas a quem tentamos anunciar Jesus. Foi-nos proposto um texto da Bíblia (Lucas 24, 13-35), o encontro na estrada para Emaús, onde os discípulos não reconheceram Jesus. Com um par, refletimos o texto e partilhamos como é que nós nos vimos nas figuras presentes no texto. Muitas vezes não conseguimos reconhecer Jesus nos nossos colegas do trabalho, escola, vizinhos, restantes passageiros dos transportes públicos em que viajamos, nos mendigos, nas testemunhas de Jeová que nos batem à porta… Muitas são as vezes também em que os outros não reconhecem Jesus em nós e sabemo-lo bem. Porque somos preguiçosos, ou não nos esforçamos por ser amorosos ou porque nos desleixamos.
Para encerrar este retiro nada melhor do que terminar com a eucaristia, partindo na alegria de comungar Dele, de fortalecer a nossa fé para O anunciarmos a partir dali.
Num pequeno balanço, cada JSF partilhou a felicidade que foi participar neste retiro, apesar de alguns elementos no princípio pensarem que sairiam defraudados, isso não aconteciam, pois abriram o coração e abriram-se à possibilidade de que Deus nos conhece melhor do que nós a nós mesmos e Ele, melhor do que nós, sabe de que precisamos. Criaram-se laços de amizade entre todos os participantes, pois cada um abriu o seu coração ao próximo e a Jesus.

Cada um saiu renovado e com vontade acrescentada de anunciar Jesus e o Evangelho, de anunciar “A alegria do Encontro com Cristo”, deixando de parte por vezes preguiças, pois ser sal da terra e luz do mundo é ser vivo e anunciar para lá de todas as barreiras que encontramos nos nossos caminhos.

Christopher Santos, Jovens Sem Fronteiras de Fernão Ferro
Joana Maria, Jovens Sem Fronteiras da Portela